Estou trabalhando neste projeto para o INBEQMeDI fazendo o design de modelos 3D de hospedeiros e vetores de doenças parasitárias encontradas no Brasil. O projeto constará de um livro de realidade aumentada para professores usarem no ensino, manipulado os modelos com QR-codes.
Ao todo serão abordadas 5 doenças típicas. Alguns detalhes anatômicos ainda deverão ser revisados. Tive a sorte de me fornecerem Triatoma infestans espetado num alfinete para poder dissecá-lo com uma lente de relojoeiro no olho, aumentando o objeto em 20x. Um novo universo de detalhes apareceu, com todas as nuances das quais fotografias googleadas deixam escapar. É incrível a quantidade de sutilezas que um simples bicho desse tem: seus minúsculos pêlos, variação de cores nas articulações, as fibras das asas. Embora todo este esforço em captar minimamente esta riqueza de detalhes, o modelo final aparentemente não os mostrará pois tudo tem que funcionar em tempo real nos computadores díspares encontrados por aí.
Reproduzir alguma forma biológica sempre me leva à questão de como será feita a redução da complexidade do organismo. Creio que o resumo do problema se dá que temos sempre em vista obter uma visualização de uma funcionalidade, criamos assim uma realidade objetiva. Sempre me pego em um esforço em obter um resultado gráfico com o máximo de analogias diretas possíveis, o que acaba por acontecer com maior ou menor grau. Este dilema é muito interessante porque sempre há uma redução e um objetivo na representação, o que torna a qualidade do trabalho ligado à qualidade da mensagem transmitida, ou seja sua relação e precisão com o objeto natural, mas a partir de uma determinada relação. Penso no trabalho dos radiolários de Haeckel, e como esta balança da fantasia sempre estará oscilando.
Postarei mais informações em breve, tanto do progresso da minha parte, como sobre o livro.


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