domingo, 10 de fevereiro de 2008


comprometo a estética momentânia (um sentido de vaidade), quero uma linha tortuosa da aventura para adquirir um carinho especial por um pedaço....

Tento escrever um poema e sai torto.

Em um caderno antigo mesmo escrevi que...eu tinha que desfazer o que faço, porque senão não há crítica. Não tenho tanta certeza agora...

Tantas verdades, um casamento, um mundo tão, mas tão grande que sobra um sentimento de impotência por tudo e por todos. Quantos não querem, do fundo do coração, com todas as forças, com tudo o que pode-se sonhar, sentir-se obviamente, estupidamente bem com uma casa e um Rolls royce na garagem.

Diamantes caem do céu
E corro em busca da beleza
Que senão sobra tristeza
De ser contra a poesia

sábado, 19 de janeiro de 2008

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assisti um documentário sobre o Tarkovski e começei a me sentir bem e mal ao mesmo tempo...resolvi fazer um trabalho sujo hoje entre as concepções mais profundas do ser, entre um professor de desenho, as coisas do Van Gogh com uma música realmente, realmente triste no youtube. Pensei mesmo em não me importar com o caráter de diário, um diário errado por isso estimulante, nas brechas enigmáticas da existência de um vírus que sabe muito de Windows, de uma pequena brecha dos grandões. Um ato contra a lei, a ordem. Caindo na minha rede de backups, anos de arquivos guardados seguramente em um HD externo, pela 1ª vez ameaçados...

No começo eu não podia deixar o texto vir antes da imagem. Afinal eu estava privilegiando as imagens, ao jogo instantâneo das imagens, agora nem me importo com o diário errado, porque ele pôde escapar dos outros diários, porque ele é uma outra espécie de diário. Ele tem cuidados e descuidos especiais.

Não posso mais prever o andar da carruagem e isto que me atormenta. Antes era um artigo, agora minha vida corre um risco.

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Reflexões soltas sobre o belo:

O belo foi naturalmente sendo pressionado por correntes contrárias ao poder da época regente pois trata-se a arte, inclusive, de uma manifestação de escolha de poucos que implicam na sociedade uma espécie de escolha. Empurrados os costumes contra a parede em exemplos reconhecidos como o pós-modernismo voltamo-nos agora ao lado da oposição para entender que a descoberta de uma herança genética desde Darwin à estrutura do Sr. Strauss pode representar um argumento que se formula na pergunta: não haveriam coisas que o ser humano fosse naturalmente inclinado a ver beleza?

É certo que o belo nos motivou a sabermos mais a respeito do objeto sedutor, desde o muito antigo interesse pelo estudo do céu e do cosmos. Mas além da possibilidade de sermos motivados por uma tradição... e dos inúmeros trabalhos sem beleza creio que um objeto a ser analisado com interesse é o encantamento não apenas ferormômico no qual o homem é um animal que consegue mergulhar.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Descompromisso é a melhor e pior coisa do mundo. Em uma você está a vontade, tem uma espécie de liberdade para atuar sobre as coisas; a outra não há parâmetros, nem métodos mais ideais pra executar qualquer tarefa, estes tipos de processos são essencialmente nossos e exatamente nisto reside o que pode ser o problema. Ausência de balizas externas.

O grau do compromisso é diverso e até o que pode nos soar descompromissado poderia ser algo extremamente engajado de certa forma. Se o descompromisso for tanto a ponto de não partilhar o trabalho com algum outro ser do mundo...mas quem?

Estou finalmente pra fechar o blog e aquela mistura de soltar alguma coisa é forte. Para aqueles que acreditam que uma obra de arte é um ser que vive exteriormente ao seu dono, esta aqui, terminada agora, não pode vir a ser uma obra. Do que resta vivo é uma espécie de conceito de aglomeração, de um período de vida, experimentações e liberdades que estão perdendo o sentido agora para mim, em continuar este encantamente por pedaços e processos.

Persistirá a vontade em construir uma obra maior?