segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Mecanical | Homo Vapore Est


Acabei de ler Um retrato de Giacometti, o que aconteceu de uma "sentada" só hoje, enquando fazia backups de todo tipo da massa de arquivos estocada no meu computador. A figura de Giacometti me é familiar, talvez por eu mesmo ter algo de sua personalidade. Ele me lembrou o Sandman em alguns momentos do texto, encolhido atrás da mesa do café e desejando ser uma árvore. Há uma foto que ele está todo de preto, com cara de sono, atrás de uma de suas esculturas, que ele está muito parecido com o Sandman. Aquela outra famosa do Cartier Bresson é genial.


Na verdade eu não tinha nada para fazer agora e decidi escrever um pouco. Ando pensando muito no meu processo de trabalho, e duvidando se sou mesmo artista. Obviamente isto foi catalizado pelo texto lido, e é lindo mesmo a percepção do James Lord em dizer que duvidando a todo momento de sua capacidade, Giacometti, na verdade, arma uma estratégia de produção, de olhar para o trabalho de uma maneira específica.

Mas agora vai começar Arca Russa e fiquei inquieto. Continuo depois. Ou não.

Continuei, e isto parece até um livro da Lispector, Água viva. Voltei e, ao final, isso não importa a mínima. O tempo não é mesmo representado bem em certos meios. Mas acabei por dormir da metade para a frente do Arca Russa, depois que ele conversa com os marinheiros e bufa para o guarda. Aquele filme é fodido de bom, tanto que aquele apresentador estranho que nem vou fazer questão de pesquisar o nome no google, disse que é a arca russa é a 1ª obra prima do século 21.

Fiquei com vontade de rever Tarkovski, principalmente Stalker. Aquele é outro filme que me toca na alma. Lembro de uma matéria tão boa que saiu na revista imagens da Unicamp sobre o Tarkovski, sobre a nostalgia, sobre viajantes falsos e viajantes nostálgicos. Meu irmão disse que esse texto (que eu pacientemente scannei para enviar por e-mail para ele) ajudou a pensar nas horas vazias que passou em uma estadia a trabalho na terra de plástico do Tio Sam. Lembro que mandei também para minha prima, que é uma das garotas que dizem ni. Ela ainda não me respondeu. Acho que nem deve ter lido: poderia desmoronar.

Coincidência ou não, o nome da obra que eu coloquei (por acaso) para ilustrar este post foi inspirado neste texto.

Você pode pegar este texto aqui.

* vivendo ou não no mundo da "gambiarra", do "gato", da bricolagem, dê um ENTER no endereço da página (que estranhamente não funcionára da primeira vez que você tentar baixar o texto; desconfio que o geocities tenha problemas com arquivos hospedeiros maiores de 1 mega).

Nenhum comentário: