




As mini-maquinas são um conto infinito formado por um aglomerado de tentativas de figurar um universo que fico a todo momento me indagando o porque de tentá-lo transmiti-lo. Fica um sentimento que mesclado entre poder figurar, excitação e melancolia na conclusão de que nossa capacidade de compreensão se esgota em um pântano de sobrevivência ou sei lá qual o termo certo para esta necessidade de aprisionar estados através de uma prática que cria um fio entre desenhos, fotografias, sons, objetos coletados da rua, trabalhos, esquemas de máquinas imaginárias que se ligam precariamente por uma trama de história em quadrinhos que não conseguem contar uma história sequer. E nunca haverá. As mini-máquinas se aglomeram por destroços de prototipagem, em um braço de robô eternamente inacabado, em um texto desminliguido por uma vontade de construção, mas que não vê sentido em terminar nada, apenas pela necessidade de sobreviver. Um ó de verdade que necessita ser ironizado ou temporariamente destruído para não vir a ser algo unidirecional, mas que espera a próxima onda que certamente virá que certamente será ironizada em um processo que tem seu quê de egoísmo e de beleza, do qual não posso escapar da verdade que os montinhos de grama fofa em uma tarde agradável de 2005 desencadearam na consciência do que faço.
Quando ganhei um MP3 player alguns anos atráves, já encontrei um meio de utilizá-lo para outros fins descobrindo que ele gravava sons. Mas o que gravar? Registrei o som de uma caixa sendo chutada no estacionamento do IEL, com data e hora precisas; gravei o som do freezer descongelando; ensaquei o aparelho e enterrei-o por alguns minutos.
Eis mais um destroço de momentos que virá a aparecer em mais alguns trabalhos. Começa aqui, enfim, o processo de encontrar esse fio invisível. Haverá futuro nesta empreitada? Aliás, porque esta foi minha empreitada.
*
* *
Chega-se em...
Conversamos hoje a tarde, eu e a Luana, com ajuda das cervejas que sobraram do feriadão em Itatiba (memórias, sobras, restos) que a palavra Destroço poderia não ser adequadada ao contexto utilizado por mim aqui. Uma conotação de farpa, o que sobrou estilhaçado de algo maior, talvez uma tragédia. Há entre as coisas que faço obras trágicas, mas creio na superação por algo maior, senão fica uma coisa romântica ou ingênua demais. E falamos também do sofrimento ser algo necessário a qualquer grande obra, talvez por ser humano, sei lá. Um hedonista sofre?
Lu, adoro seu Carpe diem tatuado no ombro.
Resolvemos fazer um curta hoje. Um filminho qualquer, para explorar linguagens, potencialidades e tudo de bom que qualquer plano pode proporcionar. Fizemos um roteiro em uma lousa de plástico com caneta idrocolor vermelha, depois um roteiro gráfico para a história (que dividimos em três partes) e depois começamos a filmar com uma câmera fotográfica Canon que queimou durante as filmagens.
A intenção era fazer uma história simples , mas com características intrigantes e bem elaboradas. Optamos por uma história de terror, por ser um gênero que permite certas liberdades criativas e de produção de FX barato. Pensamos inclusive em utilizar um tubo de ketchup que provavelmente estava azedo fora da geladeira. Mas a coisa mudou. De história de suspense partimos para uma possibilidade de mesclar o filme com imagens 3D, deixando o clima fantasmagórico inicial como pano de fundo. Luana, em uma das tomadas, vê um gato francis baconianiano passar pela escadaria escura perto do elevador do prédio.
Colocarei imagens do curta assim que der.
Parte 3
Na entrevista com Abraham Moles no livro Império das Técnicas ele fala sobre a questão da bricolagem, da gambiarra, fazendo referência clara a América Latina. Um tapa buraco embutido na própria mentalidade nacional.
Desde o começo do blog, hospedo as obras no Geocities, gambiarra que não podia ultrapassar 5 megas no armazenamento e o acesso extermo a arquivos de mais de 1 mega (dando problemas para abrir aquivos em flash, por exemplo). A solução seria pagar um servidor, mas não. A gambiarra é uma prática de contorno.
Quem quiser pegar a parte 3 pode baixa-la no G-mail. Vamos ver até quanto isso dura.
Username: arquivosdoblog
Senha: entreaqui
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Chega-se em...
Conversamos hoje a tarde, eu e a Luana, com ajuda das cervejas que sobraram do feriadão em Itatiba (memórias, sobras, restos) que a palavra Destroço poderia não ser adequadada ao contexto utilizado por mim aqui. Uma conotação de farpa, o que sobrou estilhaçado de algo maior, talvez uma tragédia. Há entre as coisas que faço obras trágicas, mas creio na superação por algo maior, senão fica uma coisa romântica ou ingênua demais. E falamos também do sofrimento ser algo necessário a qualquer grande obra, talvez por ser humano, sei lá. Um hedonista sofre?
Lu, adoro seu Carpe diem tatuado no ombro.
Resolvemos fazer um curta hoje. Um filminho qualquer, para explorar linguagens, potencialidades e tudo de bom que qualquer plano pode proporcionar. Fizemos um roteiro em uma lousa de plástico com caneta idrocolor vermelha, depois um roteiro gráfico para a história (que dividimos em três partes) e depois começamos a filmar com uma câmera fotográfica Canon que queimou durante as filmagens.
A intenção era fazer uma história simples , mas com características intrigantes e bem elaboradas. Optamos por uma história de terror, por ser um gênero que permite certas liberdades criativas e de produção de FX barato. Pensamos inclusive em utilizar um tubo de ketchup que provavelmente estava azedo fora da geladeira. Mas a coisa mudou. De história de suspense partimos para uma possibilidade de mesclar o filme com imagens 3D, deixando o clima fantasmagórico inicial como pano de fundo. Luana, em uma das tomadas, vê um gato francis baconianiano passar pela escadaria escura perto do elevador do prédio.
Colocarei imagens do curta assim que der.
Parte 3
Na entrevista com Abraham Moles no livro Império das Técnicas ele fala sobre a questão da bricolagem, da gambiarra, fazendo referência clara a América Latina. Um tapa buraco embutido na própria mentalidade nacional.
Desde o começo do blog, hospedo as obras no Geocities, gambiarra que não podia ultrapassar 5 megas no armazenamento e o acesso extermo a arquivos de mais de 1 mega (dando problemas para abrir aquivos em flash, por exemplo). A solução seria pagar um servidor, mas não. A gambiarra é uma prática de contorno.
Quem quiser pegar a parte 3 pode baixa-la no G-mail. Vamos ver até quanto isso dura.
Username: arquivosdoblog
Senha: entreaqui

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