quarta-feira, 14 de novembro de 2007

continuação de um pedaço das mini-máquinas:

aí você encontra, você agarra uma religiosidade. A coisa é grande mesmo e a sobrevivência envolve e participa de tudo isso. Você convence a si mesmo a esquecer-se, em saber porque você tenta convencer o outro de qualquer coisa. Sobrevivência de si mesmo de qualquer maneira, parece uma lei quase que a priori, algo que só pudesse existir para exatamente possibilitar TUDO a vir a ser. Competição.

Já falaram disso, eu sei, mas quando sentimos uma idéia é totalmente diferente. Aquilo faz outro sentido porque é-nos simplesmente de outro jeito.

Li hoje que o Nietzche era um filósofo que embasava uma profunda concepção de Arte com a existência (como se não fosse a praxe de qualquer boa pessoa, artista ou médico) precisando utilizar uma espécie de estratégia militante para com a vida, que acabava por causar oscilamento entre binaridades como céu e inferno, agonia e prazer, mestre e idiota. Por isso escolheu escrever obras em versos, para sua filosofia ser entendida como uma dança.

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