Não vou explorar agora a obviedade de que somos mais que um signo, a não ser para o sistema econômico, o que, estes artistas, na música o pioneiro do gênio, e autor, com a adaptação sincronica com o capitalismo, assim colocamos Picasso nas artes. E tantos outros. Vê-se em Damien Hirst e seus formóis, derivados de Bacon e uma necessidade de inovação-venda do eixo econômico; sua caveira cravejada de diamantes como obra mais cara e agora recentemente sua exposição mais cara da história com esculturas atiradas ao mar (por sinal, muito bonitas). Dos ingleses aqui (Bacon, Damien) e seu alge da economia bancária, indo a suíça Mira Schendell e a lavagem de dinheiro gigantesca com sua obra, o caso do droguinha Jean-Michel Basquiat, o raciocínio pode continuar das encomendas de Bosch (especulativo) aos artista contemporaneos que querem se fixar no meio, no investimento do cubo Branco de Brian O'Doherty, No Interior Do Cubo Branco. A Ideologia Do Espaco Da Arte.
Seguimos então para uma divisão entre 2 tipos de artistas: aqueles que seguem um suposto mesmo estilo, assumindo uma identidade única, ou assimilável pela economia (Rothko, Remedios Varo, Mondrian, etc). E aqueles que não seguem um estilo identificável entre grupos (Gerhard Richter e o próprio Damien Hirst).
Para anotar: Desenvolvimento técnico, devir, talvez, (árvores de Mondrian, Paleta escura de Van Gogh); total assimilação da identidade (ingenuidade ou maturidade) ou mentira. No devir, há a beleza do próprio processo, quando autêntico, ou quando registrado. No assimilação, a busca de reconhecimento rápido, ingenuidade ou a descoberta madura de certa cura (empasto do Van Gogh, os espaços de cor de Rothko[1]), que podem vir a ser uma eventual armadilha deste suposto amadurecimento.
[1] Rothko tem sido um pensamento recorrente. A partir da dialética entre a arte abstrata ser uma arte menor (Mikel Dufrene, Estética e filosofia, A propósito de uma exposição de Lapoujade) e arte como cura, o interesse sobre sua obra cai em alguma área de um mantra-capitalista-estético contemporâneo. Como se o interesse nova yorkino por algo que supostamente traria bem estar estivesse ali chegando. Tirando o artista, que pinta o que bem lhe entender, o problema reside neste grande sistema artístico, que engloba, deforma, excluei e lucra com determinado método. Se Rothko estivesse de fato em um processo psicomágico, teria parado, assim como Bacon. Senão, a cura não existiu, e o processo, experimental, assim como aponta Deleuze, foi moralmente internalizado. Rothko teria procurado pigmentos naturais e orgânicos ao invés de óleo e muita terebentina para suas infinitas camadas ao longo da jornada.
dois auto retratos. óleo, 70x50 cm cada. 2020

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